A ideia do BAR surgiu quando tínhamos por volta dos 20 anos, quando frequentávamos um boteco na Bela Vista, que possuía proprietários figura, mesa de sinuca, o célebre sopão do albergue e uma jukebox que sugava todo o nosso dinheiro.

Desde então, tentamos inscrever por diversas vezes no edital Proac de Quadrinhos, e a cada fracasso reformulávamos a ideia da coisa toda.  Até mesmo depois de termos o projeto contemplado, várias mudanças aconteceram. Inicialmente pensamos em um capítulo por autor e após conversar com o pessoal da editora Mino decidimos adotar essa estrutura caótica e misturada que ficou no final.

Seguindo, então, a mesma linha que usamos na revista O Miolo Frito, mas ao invés de termos várias histórias independentes, temos aqui várias narrativas que gravitam em torno do bar e se conectam e se atravessam criando uma narrativa única, inclusive com vários autores desenhando juntos em várias páginas.

No fim, tentamos traduzir no livro um pouco da tosqueira e caos do que é ser (hoje) um tiozinho de bar.