Olá pessoas!

Aproveitando esse espaço novo do Blog da Casa Locomotiva, resolvi postar sobre alguns projetos autorais que estão em andamento, e um deles é uma história minha chamada O Sonhonauta.

 

 

 

Esse é um projeto de quadrinho experimental em que venho trabalhando há alguns anos, uns 3 ou 4, acho. Atualmente eu me encontro desenhando a página de número 145.

 

Começou com uma ideia simples, um sketch que escrevi anos atrás num word pra ficar perdido nessas pastas de “ideias para desenvolver”. Não era uma história boa não, aliás era bem fraquinha, para ser sincero. Uma história de conspiração de um cara que estava apaixonado por uma misteriosa mulher que desaparece. Meio noir, bem tosco.

 

Numa noite dessas, eu estava tentando dormir e tive um estalo: “A história de um cara que começa a confundir o sonho com a realidade.” + “Aquela história da conspiração”

 

Deixa eu contextualizar: Eu sempre tive uma relação muito legal com meus sonhos. Gosto de lembrar como foram, ficar brisando em cima do tema. Nada muito científico ou estudos simbólicos, só gosto de sonhar mesmo. Teve um dia que eu estava tentando lembrar de algo, uma lembrança, e imediatamente me corrigi: “péra, acho que isso foi um sonho, não fui praquele lugar não”. Mas aqueles segundos que não sabia se tinha sonhado ou vivido aquela situação, foi bem louco. Aí me perguntava: imagina se não sabemos se nossas lembranças foram sonho ou realidade?

Porque tudo são lembranças, certo? Vivemos aquilo, de alguma forma, em sonho ou realidade. Acho que nosso cérebro tem um botãozinho que separa essas duas coisas, mas e se esse botãozinho quebrasse?

 

Naquela noite do estalo, o que não me deixou dormir mesmo, foi por que eu resolvi juntar as duas ideias: aquela história tosca Noir com o homem que confunde o sonho com a realidade. Bum! Fiquei empolgadão e só consegui dormir às 4 da manhã.

Comecei a rascunhar as ideias e o roteiro e desde então várias coisas aconteceram, inclusive o projeto mudou de cara algumas vezes.

 

Inicialmente o Sonhonauta era para ser um projeto coletivo, onde eu escrevia o roteiro e cada quadrinista desenhava uma parte da história. Naquele tempo eu estava desenvolvendo muitos projetos em conjunto com outros autores, um deles foi o Colhedor de Raios. No final esse formato não foi pra frente, porque a história começou a ficar muito grande e esse gerenciamento de uma porrada de autor ia ser um pesadelo.

Métodos científicos para conferir a realidade.

Acabei decidindo por tocar sozinho os desenhos. Escrevo e desenho nos tempos livres entre os jobs, e a ideia é a coisa ser bem experimental, onde aprendo tanto os tradicionais métodos dos quadrinhos mas também tento criar brisas gráficas e ideias malucas, já que o tema “sonho” tem essa possibilidade.

Acho que no começo não era tanto a intenção, mas até aqui aprendi muito, testei muita coisa diferente: técnicas, materiais, linguagem, estilos de desenho.

Nos próximos posts vou tentar compartilhar essas brisas e aprendizados, acho até legal por que me ajuda a fixar na cabeça.

 

 

Caderninho novo estreando com o Sonhonauta #sonhonauta #lapis #sketch #sketchbook

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Pra quem quiser, vivo postando fotos do processo no meu instagram.